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A força e a delicadeza da artista plástica Maria Helena Vieira da Silva

Maria Helena Vieira da Silva foi uma artista portuguesa que viveu no Brasil e que, com muita delicadeza, sutileza, imaginação e criatividade, criou obras repletas de significados. 

Apesar do estilo de pintura de Maria Helena Vieira da Silva trazer características da estética abstrata, ela nunca se ateve a uma só corrente, tampouco quis se tornar conhecida por uma delas, apenas desejou se expressar por meio de sua arte. 

Assim, com muita personalidade e originalidade, fez seu nome como artista independente. 

Para conhecer a biografia de Maria Helena Vieira da Silva, suas pinturas e estilo inconfundível, basta ler este post até o fim. Boa leitura!

Biografia de Maria Helena Vieira da Silva: da infância ao casamento

Nascida em 1908, em Lisboa (Portugal), em uma família de posses, Maria Helena Vieira da Silva vive seus primeiros anos na Suíça. Filha única de um importante embaixador, é criada em meio ao luxo e a formalidades. 

Com apenas três anos, perde seu pai. Também é muito cedo que conhece e se envolve com a arte. Com 11 anos, já mostra habilidades no piano, no desenho e na pintura. 

Sua veia artística é estimulada por sua mãe e avô, uma vez que a aprendiz de pintora frequenta ateliers de artistas portugueses de renome na época, como Emília dos Santos Braga, Armando de Lucena e Rogério de Andrade. Com os dois primeiros, estuda pintura; já como o último aprende escultura

Em seguida, ingressa na Academia de Belas Artes de Lisboa. Seu amor pela arte é tanto que, aos 17 anos, também frequenta o curso de medicina da universidade local, para se aprofundar e conhecer, anatomicamente, os diferentes ângulos do corpo humano e desenvolver esculturas mais complexas. 

Dois anos depois, se muda com sua mãe para a França, mais precisamente para Paris, para dar continuidade a seus estudos acadêmicos. 

Lá, tem como um de seus grandes mestres, o pintor cubista Fernand Léger e o escultor Antoine Bourdelle. Nesse mesmo período, também aprofunda seu conhecimento na arte com o fauvista Othon Friesz. 

Assim, se insere na cena parisiense, frequentando charmosos cafés repletos de artistas, museus, galerias e teatros.  

Logo acontece sua primeira exposição, e a portuguesa aprofunda laços com o pós-impressionista Pierre Bonnard, que influencia o seu estilo. Nesse período, conhece o pintor húngaro Árpád Szenes e com ele se casa, aos 22 anos.  

O envolvimento da artista com a política 

No começo da década de 1930, com seu marido, viaja para a Itália. Lá, trabalha com ilustrações de livros infantis e conhece o merchant Jeanne Bucher, que se torna um grande articulador de seu trabalho e o qual vende a sua primeira tela para o Museu de Arte Moderna de Nova York. 

Nesse período, participa do 1º Salão dos Independentes em Lisboa, o que configura um grande evento na carreira da pintora, visto que se trata de sua primeira mostra coletiva e, em seguida, acontece sua primeira exposição individual em sua terra natal. 

Nessa fase, as pinturas de Maria Helena Vieira da Silva transitam entre a figuração e a abstração. Suas peças apresentam um olhar voltado para expor ambiguidades do espaço e da profundidade sobre uma superfície plana.

Na segunda metade da década de 1930, explodem movimentos da extrema direita na Europa. Com o objetivo de demonstrarem resistência, ela e seu marido ingressam em uma associação composta por vários intelectuais e artistas para debater opções de frear o nazismo. 

O casal se envolve com essa questão de tal forma que vê sua segurança ameaçada. Assim, ambos se mudam para Lisboa, onde vivem temporariamente. Lá, a portuguesa inaugura um novo atelier e expõe suas pinturas abstratas. 

O vídeo, a seguir, mostra as obras de Maria Helena da Silva dessa corrente:

Nesse momento tenso, o casal transita entre Paris e Lisboa. Porém, com o despertar da Segunda Guerra Mundial, ambos decidem se mudar em definitivo para Portugal. Entretanto, pelo fato de Árpád Szenes ser de origem judaica, o seu pedido de naturalização portuguesa é negado. Logo, o casal decide se mudar para o Brasil. 

A intensidade do estilo de pintura de Maria Helena Vieira da Silva

É no Rio de Janeiro que se estabelecem. Assim, conhecem escritores e pintores famosos, como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Djanira e Carlos Scliar. 

Com eles, o casal faz uma troca valiosa de conhecimento e perspectivas. Do lado tupiniquim, os artistas destacam o modernismo, já o casal coloca no centro de debates a estética abstrata. 

Na década de 1940, a pintora produz telas com temáticas tristes e que evocam a saudade de sua terra. 

Ela tenta, em vários momentos, retornar à Lisboa, porém, mesmo já conquistado a fama, seu pedido é negado. 

Confira, no vídeo abaixo, algumas pinturas da artista do período. 

A maturidade artística de Maria Helena Vieira da Silva 

Nos anos seguintes, a portuguesa atinge sua maturidade artística e explora outros formatos e conceitos, como a cenografia, a litogravura, a serigrafia e os azulejos, assim como expõe em vários lugares ao redor do globo. 

O seu trabalho é reconhecido tanto em Portugal, como no Brasil. Não à toa, recebe medalhas e outros prêmios nesses e em outros locais do mundo.  

A artista se despede da vida e da arte em 1992. Porém seu trabalho é enaltecido até hoje, tanto que conta com diversas retrospectivas, sendo a última realizada em Portugal, em 2020. 

Grandes obras de Maria Helena Vieira da Silva 

The Corridor (1950) maria helena vieira da silva pinturas

Crédito: Tate 

La Bibliothèque (1959)

maria helena vieira da silva biografia

Crédito: Artsy 

A Biblioteca em fogo (1974)

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Crédito: WikiArt 

Retrato de Arpad (1939)

maria helena vieira da silva obras

Crédito: Enciclopédia Itaú Cultural 

Gravura em Metal (sem data)

Maria Helena Vieira da Silva obras

Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles 

De tirar o fôlego a vida e as pinturas de Maria Helena da Silva, não é mesmo? 

Imagine só ter uma peça dessa renomada artista em sua casa! Pois além de fazer parte de acervos importantes em todo o mundo, o seu trabalho também pode ser encontrado na Laart, por meio de gravuras. 

As gravuras da Laart são originais e apresentam certificado de autenticidade. Para conhecer as obras exclusivas de Maria Helena Vieira da Silva presentes na galeria, basta clicar aqui!

Crédito da foto de capa: Folha

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