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O que é

GRAVURA?

Gravura é imagem reproduzida por meio de uma técnica de impressão, originada de uma matriz artesanal.

O uso da mesma matriz permite que sejam produzidas diversas obras idênticas, o que torna a gravura uma arte dita múltipla.

Para dar um caráter único e original para cada obra, o artista costuma assinar todas e numerá-las, informando também o total de obras reproduzidas na série. Como exemplo, podemos usar uma obra numerada 1/50. Neste caso, ela é a número um de um total de 50 gravuras.

PA- Prova de Artista. Trata-se da prova definitiva,
conclusiva da imagem gravada.
PI- Prova do impressor. Trata-se de uma prova que orienta a edição e pertence ao impressor.
HC- Prova Hors Commerce. Trata-se de provas que não são comerciáveis.

 

A matriz pode ser feita de diferentes materiais, e as gravuras são classificadas de acordo com qual foi utilizado, conforme demonstrado abaixo.

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XILOGRAVURA

A palavra deriva do grego xylon = madeira + graphein = escrever. Apresenta dois sistemas de corte: a gravura de fio, quando a madeira é executada no sentido longitudinal das nervuras da madeira, e a gravura de topo, quando o corte é transversal ao tronco. 

A gravação da imagem na madeira é realizado com a utilização de ferramentas, ou goivas ou formões, com as quais são obtidos cortes de diferentes texturas,  muitas vezes incorporando as texturas da própria madeira.

As áreas recortadas ficam em branco; apenas o que ficou preservado receber a tinta topográfica.

As estampas podem ser realizadas manualmente, ou com auxílio de prensa. As pranchas de madeira de corte longitudinal são denominadas xilogravuras. Quando o corte é transversal são as madeiras de topo. Neste caso, a gravação é realizada com buris, as mesmas ferramentas da gravura em metal – talho doce.

Como alternativa à utilização de madeira, temos a linoleogravura (material emborrachado), madeiras compensadas e pranchas de MDF

 

GRAVURA EM METAL

Também conhecida como Calcogravura (calcos = cobre; gravura = graphein). Sua origem se encontra nas oficinas de ourivesaria medievais. Além do cobre, um metal macio, há outros utilizados, como o zinco, o ferro, cada um trazendo características próprias. As técnicas utilizadas se dividem em diretas (ponta-seca, buril e maneira negra) e indiretas (água-forte, água-tinta, lavis e verniz-mole – ácidos que provocam corrosão na chapa metálica).

A gravura em metal oferece diversas possibilidades e variações técnicas, estimulando a experimentação de recursos gráficos, como, por exemplo, a fotogravura (Fotoetching), na qual são impressas imagens fotográficas sobre as chapas metálicas através de processos químicos.

LITOGRAFIA

 

É a primeira das técnicas planográficas, que dispensam o corte, a criação de baixo e alto relevo. A Litografia (do grego – litos = pedra), esta surgiu no século XVIII, quando Alois Senefelder procurou aprimorar as impressões de textos. As pedras calcárias são da região de Sollenhofe, na Bavaria. A pedra é granitada, e é feito um processo químico, baseado na repulsa da água e da gordura, o qu epossibilita o desenho na superfície da pedra, para o qual são utilizados os lápis tipográficos, a tusche litográfica, o crayon e outros materiais oleosos. 

Através de um processo químico, ,este desenho é fixado na superfície da pedra litográfica. A aproximação da litografia com os recursos de desenho e pintura atraiu muitos artistas, pintores e desenhistas para o território da gravura. Além das ilustrações, confecções de cartazes, surgiram inúmeras oficinas para fins industriais ou artísticos. Entre nomes importantes que utilizaram a técnica, podemos citar Käthe Kollwitz, Daunier e Toulouse-Lautrec.

SERIGRAFIA

A segunda técnica planográfica, a serigrafia (serium = seda), tem como antecedente o molde vazado, ou pochoir, técnica utilizada para criar estampas coloridas, por exemplo. 

Basicamente, constitui-se de telas montadas com naylon ou poliéster. A imagem será gravada com auxílio de uma mesa de luz, e produtos químicos que reagem à gravação da luz. Uma vez realizada a gravação da imagem, passa-se à impressão, utilizando-se um puxador de tinta.

Nos anos 60/70, esta técnica ganhou bastante impulso na Pop Art, tanto americana, como no Brasil também. Podemos citar aqui artistas como Andy Warhol, Roy Lichenstein, Claudio Tozzi, Regina Silveira, Julio Plaza, entre outros.

TÉCNICAS MISTAS​

Nestas obras, são há artistas que mesclam as técnicas gráficas, e/ ou fazem sobreposições de impressões com colagens, fotografias, pinturas, e outros.
Como exemplo de um artista que mescla a gravura (xilogravura) e pintura, podemos citar Anselm Kiefer.

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