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Futurismo no Brasil: o movimento, obras e principais artistas

O futurismo no Brasil foi um movimento que propagou as ideias de Filippo Tommaso Marinetti, um poeta italiano que, em 1909, publicou no jornal francês Le Figaro um manifesto que enaltecia a modernidade, a tecnologia, o movimento e a violência. Por meio dessa publicação polêmica, Marinetti também rejeitou o passado, comparando museus a cemitérios.

Por promover o novo, o futurismo na arte foi uma das principais correntes vanguardistas no começo do século XX. Relacionado à política e a construção de uma nova sociedade, esse movimento também prestigiou o fascismo.

As principais características do futurismo foram:

  • a valorização da ação e do dinamismo;
  • a rejeição ao passado;
  • a promoção do militarismo e da violência;
  • o prestígio às máquinas e à tecnologia;
  • o culto à modernidade;
  • a conexão ideológica com o fascismo.

Surgida na França, essa corrente foi propagada por todo continente europeu e, logo, conquistou simpatizantes em terras tupiniquins. No entanto, o futurismo no Brasil não reproduziu integralmente a visão do movimento no exterior.

Quer saber mais sobre o futurismo no Brasil? É só seguir com sua leitura!

Futurismo no Brasil: contexto histórico

O futurismo no Brasil teve como adeptos artistas que viajavam com certa frequência para a Europa. Entre eles, destacaram-se os modernistas Anita Malfatti e Oswald de Andrade, dois artistas que tiveram contato direto com o autor do manifesto futurista.

Logo, essa corrente fomentou no país um intenso debate cultural. Dessa discussão, nasceram dois grupos: os passadistas e os futuristas, sendo os futuristas denominados, posteriormente, como modernistas.

Foi na Semana de Arte Moderna de 1922 que esse movimento ganhou espaço. Afinal, esse evento teve como características a celebração do futuro e a rejeição ao passado. Além disso, o país vivia um momento especial, uma fase de industrialização e de formação de novos centros urbanos, aspectos fundamentais para a inserção de uma ideologia que promovesse o novo.  

No entanto, o futurismo no Brasil não foi uma corrente artística de grande durabilidade. Isso porque, nesse período, na Europa, a proposta da corrente perdia sua força, representando um anacronismo em relação às ideias da época. Logo, foi considerada ultrapassada.

Você é, de fato, um fã de arte? Então, não deixe de conferir: “9 livros de arte para quem ama ler sobre o assunto”.

Futurismo no Brasil: artistas e obras

O futurismo no Brasil teve como maiores influenciadores os artistas Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral que, por meio do Manifesto Antropófago, propagaram um novo modo de fazer arte, celebrando a cultura nacional e refutando o dogmatismo formal da arte acadêmica.

A pintura “Abaporu”, de Tarsila do Amaral é a peça que mais retrata esses ideais.

futurismo no brasil

Crédito: BBC

Anita Malfatti também produziu peças emblemáticas que marcaram o futurismo no Brasil.  A obra “A Boba” é uma delas.

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Crédito: Enciclopédia Itaú Cultural

“O amor”, de Oswald de Andrade, foi uma poesia futurista que também marcou o movimento:

“A Dona Branca Clara

Tome-se duas dúzias de beijocas

Acrescente-se uma dose de manteiga do Desejo

Adicione-se três gramas de polvilho do Ciúme

Deite-se quatro colheres de açúcar da Melancolia

Coloque-se dois ovos

Agite-se com o braço da Fatalidade

E dê de duas horas em duas horas marcadas

No relógio de um ponteiro só!”

Além deles, e do escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret, outros artistas propagaram o futurismo no Brasil. Foram eles:

  • Mário de Andrade;
  • Cândido Mota Filho;
  • Guilherme de Almeida;
  • Menotti Del Picchia.

O que você achou dessa corrente artística? A sua opinião vale muito para a Laart!

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Criada por Luis Felipe e Manoel, duas pessoas apaixonadas por arte e que têm a gravura em seus DNAs, a Laart conta com mais de 15.000 obras dos mais variados movimentos, técnicas e estilos. Todas têm tiragem limitada, são exclusivas e assinadas.

Aliás, você sabe o que é uma obra assinada? Não? Então, preste atenção!

Para uma peça ter caráter único e original, o artista geralmente a assina e a numera, informando também o total de obras reproduzidas na série. Por exemplo, uma peça numerada 1/50 representa a número 1 de um total de 50 gravuras.

Outras nomenclaturas interessantes para você conhecer são:

  • PA (Prova de Artista): é a prova definitiva, conclusiva da imagem gravada;
  • PI (Prova do Impressor): é a prova que orienta a edição e pertence ao impressor;
  • HC (Prova Hors Commerce): é a prova não comerciável. 

A matriz pode ser feita de diferentes materiais, e as gravuras são classificadas de acordo com o elemento utilizado. Confira as técnicas:

  • xilogravura: apresenta dois sistemas de corte: a gravura de fio, quando a madeira é executada no sentido longitudinal das nervuras da madeira, e a gravura de topo, quando o corte é transversal ao tronco; 
  • gravura em metal: as técnicas utilizadas se dividem em diretas (ponta-seca, buril e maneira negra) e indiretas (água-forte, água-tinta, lavis e verniz-mole – ácidos que provocam corrosão na chapa metálica);
  • litografia: por meio um processo químico, um desenho é fixado na superfície da pedra litográfica;
  • serigrafia: tem como antecedente o molde vazado, ou pochoir, técnica utilizada para criar estampas coloridas, por exemplo;
  • técnicas mistas: mescla de técnicas gráficas e/ ou sobreposições de impressões com colagens, fotografias, pinturas, entre outras.

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