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Semana da Arte Moderna de 1922: o movimento modernista, artistas e obras

O ano de 1922 foi emblemático para o Brasil. Afinal, essa data contempla tanto a comemoração de um século de independência de nosso país de Portugal, como também marca a fama da arte brasileira no circuito internacional. Essa notoriedade surgiu com a “Semana de Arte Moderna”, um evento polêmico que revolucionou a estética e a ideologia da época.

Tudo sobre a Semana da Arte Moderna de 1922

A Semana de Arte Moderna aconteceu em um contexto de inquietude cultural, política e social. Por meio desse movimento, artistas de diferentes nichos queriam desconstruir as artes, propondo inovação e vanguardismo.

As principais atividades da Semana da Arte Moderna englobaram:

  • exposição de pinturas;
  • exibições de música e de dança;
  • palestras sobre arte moderna;
  • leitura de poemas complexos.

Entre as obras e artistas que marcaram esse período, destacaram-se a pintura art nouveau Di Cavalcanti, a poesia de Mário de Andrade e as esculturas de Victor Brecheret.

A “Semana da Arte Moderna” surgiu como uma forma de protesto ao tentar romper os laços com Portugal por meio de uma revolução estética e implementar uma arte que valorizasse a identidade nacional. 

Junto com Di Cavalcanti, Mário de Andrade e Oswald foram os principais articuladores dessa manifestação artística. Anita Malfatti, recém-chegada da Alemanha, também foi uma peça fundamental para destacar essa corrente. Fez isso ao escandalizar a elite brasileira com seus quadros expressionistas.

Além de propor uma nova forma de arte valorizando a identidade brasileira, esse movimento também buscava modernizar e inserir o vanguardismo no Brasil.

Considerado um evento que transformou profundamente o cenário artístico brasileiro, a Semana de Arte Moderna de 1922 chocou a sociedade conservadora da época. Assim, o vanguardismo dessa corrente deu margem a críticas repletas de raiva e escárnio.

Monteiro Lobato foi um dos autores que mais criticaram a Semana de 22. Uma de suas citações mais polêmicas foi sobre Anita Malfatti:

“Essa artista tem um talento vigoroso, fora do comum. Poucas vezes através de uma obra torcida para má direção, se notam tantas e tão preciosas qualidades latentes. (…) Entretanto, seduzida pelas teorias do que ela chama de ‘arte moderna’ (…) põe todo o seu talento a serviço da nova espécie de caricatura…”

Uma das características mais marcantes dos trabalhos exibidos na Semana de 22 foi o desejo de romper e abandonar os princípios, técnicas e ideologias importados. Afinal, se o país estava comemorando 100 anos de liberdade da opressão portuguesa, não fazia mais sentido valorizar a suposta superioridade da arte europeia. A citação de Di Cavalcanti expressa bem como foi esse movimento.

“… seria uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulista” 

Se você é mesmo fã de arte, não pode deixar de ler: “O que é arte moderna? Explorando os movimentos que desafiaram o gênero inovador”. 

Características da Semana de 22

Além de propor a ruptura com a arte europeia e valorizar a identidade nacional, a Semana de Arte de 22 contou com outras características, como:

  • liberdade de expressão;
  • uso de novos materiais e técnicas;
  • influência dos movimentos de vanguarda, como o cubismo e surrealismo;
  • descobertas estéticas;
  • crítica aos padrões obsoletos;
  • autonomia de criação.

Quer conhecer um belo símbolo de estilo modernista feito a partir de trabalhos surrealistas? Então, confira essa gravura de Cícero.

Principais artistas da Semana de Artes Moderna

A foto abaixo mostra algumas das figuras mais emblemáticas da Semana de Arte Moderna em 1922.  Mário de Andrade, um dos fundadores do movimento modernista, é o terceiro da esquerda para a direita. Já Oswald de Andrade se encontra à frente, sentado no chão.

semana de arte modernaCrédito: Unicamp

A foto, entretanto, não contempla todos os artistas memoráveis que se dedicaram ao evento e fizeram história na vida artística brasileira. Entre, pintores, escultores, escritores e escultores, os principais artistas dessa corrente foram:

  • Anita Malfatti;
  • Emiliano Di Cavalcanti;;
  • Oswaldo Goeldi
  • Menotti Del Picchia;
  • Victor Brecheret;
  • Hildegardo Leão Velloso;
  • Wilhelm Haarberg;
  • Mário de Andrade;
  • Oswald de Andrade;
  • Ronald de Carvalho;
  • Álvaro Moreira;
  • Heitor Villa-Lobos;
  • Frutuoso Viana, entre outros.

Obras da Semana de Arte Moderna de 1922

As imagens a seguir retratam algumas obras da Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922.

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“A Boba”, quadro pintado entre 1915 e 1916, de Anita Malfatti Crédito: Arteref

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“Pierrete”, de Di Cavalcanti. Crédito: WikiArt

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“M. Maunier Et Sa Fille”, de Vicente do Rego Monteiro. Crédito: Enciclopédia Itaú Cultural

Quer saber mais sobre a Semana da Arte Moderna de 22? Então, assista a esse documentário incrível da TV Cultura.

Sem dúvida alguma a Semana de Arte Moderna de 1922 foi um marco revolucionário na cena artística brasileira. Sua história, obras e artistas são discutidos até hoje. Que evento épico! Sensacional também é o acervo de obras modernistas da Laart. Com gravuras com certificado de autenticidade, a galeria  é símbolo de bom gosto e exclusividade.

Crédito da foto de capa: Guia do Estudante

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