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Arte marajoara: as características das obras e a história dessa civilização que ocupou o Brasil  

Muito antes dos portugueses chegarem ao Brasil, em 1500, a cultura marajoara já havia ocupado parte do território nacional que hoje corresponde à Amazônia, mais especificamente à ilha de Marajó, pertencente ao Pará.

Nessa região, a arte marajoara se originou e se desenvolveu, representando a identidade indígena por meio da produção de artefatos de forma sem igual.

Acredita-se que esse estilo artístico represente uma das formas de arte mais antigas das Américas. 

Para saber o que é arte marajoara e conhecer suas principais características, basta ler este post até o fim. Boa leitura!

O que é arte marajoara?

A arte marajoara é baseada na produção de um gênero de cerâmica desenvolvida por índios que moravam na Ilha de Marajó, durante os séculos 400 e 1400.

Esse gênero artesanal de criação de cerâmica em um nível bem-elaborado e elegante é conhecido como “fase marajoara”. Isso porque existem outras etapas que contemplam características distintas em relação à produção desse artefato artesanal.

Arte marajoara: contexto histórico

Segundo historiadores, a Ilha de Marajó foi ocupada diversas vezes ao longo da história.  No geral, o consenso entre os estudiosos é que existam cinco fases relacionadas a essas ocupações.

A quarta fase, por exemplo, corresponde à ocupação marajoara. Nessa etapa, estima-se que a população habitante do local correspondia a cerca de cem mil pessoas. Sobre a origem desse povo, alguns estudos arqueológicos indicam que essa civilização tenha se iniciado na região dos Andes, enquanto outros asseguram que ela se originou na própria ilha.

De todo o modo, a cultura marajoara se desenvolveu de modo bastante interessante. Isso porque, segundo pesquisas, os moradores da região tinham conhecimentos relevantes sobre agricultura.

Além disso, eles eram extremamente criativos e habilidosos. Afinal, de acordo com estudos, eles construíam suas casas de modo engenhoso, escolhendo lugares certeiros que evitavam qualquer tipo de inundação.

 Crédito: Wikipédia

Arte marajoara: técnica e cores

A arte marajoara é composta principalmente por artefatos de cerâmica trabalhados de maneira cuidadosa e extremamente detalhada. Para isso, as tribos indígenas aplicavam técnicas que combinavam cores que tornavam as peças sofisticadas e requintadas. Essas cores eram extraídas de elementos da natureza local, como:

  • urucum;
  • caulim;
  • jenipapo;
  • carvão;
  • fuligem. 

Também existiam peças sem cores. Nesses casos, o que variava era o tom do barro. Para se obter uma tonalidade mais escura, por exemplo, ele passava por um processo de incineração.

Apesar da cultura marajoara ser bastante antiga, os seus primeiros artefatos foram só descobertos no século XIX e eles comprovaram a sofisticação desse estilo.

Além de decorativa, a cerâmica marajoara também era funcional. Entre os principais exemplos de artesanato marajoara estão: os vasos, potes, urnas funerárias, estátuas, miniaturas e brinquedos.

Feitas de barro, as peças eram então decoradas com desenhos de cobras ou outros animais. Também foram produzidos cestos de palha, joias e ferramentas. 

Infelizmente, muitas peças foram perdidas. Isso porque muitas delas deterioraram com a passagem dos anos, enquanto outras não receberam os cuidados e os tratamentos que deveriam para serem conservadas.  

 Crédito: Wikipédia

Características da arte marajoara

Entre as características da arte marajoara presentes nos primeiros achados arqueológicos, destacam-se:

  • a reprodução de figuras animais, o que também pode ser chamado de zoomorfismo;
  • peças que apresentam o homem, ou antropomorfismo;
  • cerâmicas que apresentavam uma forma composta por parte humana e parte animal.

Acredita-se que boa parte dessa arte tenha sido produzida de acordo com as religiões, mitos, rituais e crenças locais da época.

Outra figura constante na cerâmica marajoara é a feminina. Bastante presente principalmente em estátuas, os estudos mostram que questões como fertilidade eram importantes para os habitantes da Ilha de Marajó.

Para garantir a durabilidade da peça de barro, os artistas marajoaras incorporavam ao barro outras substâncias, como:

  • cinzas (em geral de árvores, outros vegetais ou ossos);
  • pó de pedra;
  • cauixi (uma substância com textura de silicone que protege a raiz de algumas árvores).

A arte marajoara deixou um legado emblemático, capaz de recontar a sua história, por mais antiga que ela seja.

Atualmente, o artesanato marajoara serve como fonte de inspiração para os artesãos que vivem na região. Assim, esses artistas produzem vasos e outros objetos cerâmicos em um processo quase totalmente artesanal.

Nesse cenário, vale destacar que a economia atual do local depende bastante da produção da cerâmica marajoara, principalmente para a venda para os turistas.

cerâmica marajoara

 Crédito: Pinterest

Não deixe de conferir: “O que é arquitetura vernacular: características e principais construções”.

Preservação da arte marajoara

As peças coletadas desde o início das pesquisas na região, tiveram, e ainda tem, diferentes destinos.

O Museu Paraense Emílio Goeldi é o maior acervo de arte marajoara do mundo, mas não o único. A cerâmica marajoara também pode ser vista:

  • no Museu do Marajó;
  • no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro;
  • no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo;
  • o Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral. 

Fora do Brasil, esse estilo de arte pode ser admirado no Museu Americano de História Natural, em Nova York.

Leia também: “Maiores museus do mundo: os 10 mais visitados da atualidade”.

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