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Vida e obra de Alfredo Volpi: da 2ª fase do Modernismo às bandeirinhas

Duas vezes considerado o melhor pintor brasileiro (1962 e 1966) pela crítica de arte do Rio de Janeiro, Alfredo Volpi dividiu com ninguém menos do que Di Cavalcanti, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo. Se você ainda não conhece o artista, sugerimos que continue neste texto a aprenda tudo sobre quem foi Alfredo Volpi.

Alfredo Volpi: Biografia

Alfredo Volpi, foi um dos principais nomes da pintura brasileira da 2ª fase do Modernismo.

Nascido na Itália, em 1896, faleceu em São Paulo, em 1988, com seus 92 anos.

Mesmo sendo italiano de nascença, veio com seus pais para o Brasil com pouco mais de 1 ano, em 1897.

O artista Alfredo Volpi estudou na Escola Profissional Masculina do Brás, em São Paulo.

Quando adulto iniciou carreiras como marceneiro, entalhador e encadernador. Mas, já em 1911, se tornou pintor decorativo das casas de alto padrão da época.

Neste período, Alfredo Volpi começou a fazer suas pinturas também sobre madeira e tela.

Continuando a linha do tempo do artista, na década de 30, Volpi se juntou a artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo, no chamado Grupo Santa Helena, onde começou a se estabelecer como um pintor de telas artísticas.

O importante Grupo Santa Helena era formado por artistas excepcionais, em geral imigrantes ou filhos de imigrantes, de classe média baixa e que exerciam outras funções simples e artesanais, além da dedicação às artes.

Sua reuniões se concentravam na prática de desenho com modelo vivo e aos finais de semana saiam juntos pelas ruas de São Paulo, pintando a paisagem simples, festas e o dia a dia local.

Com o grupo, a vida como artista começou a se destacar frente às demais funções que Volpi exercia. Já em 1936, o pintor se dedicou na formação do que seria o Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Com destaque nacional, no ano seguinte, em 1937, integrou a Família Artística Paulista (FAP).

Sua primeira exposição individual foi em 1938, aos 47 anos de idade, no Salão de Maio e na 1ª. Exposição da Família Artística Paulista, São Paulo.

2ª Fase do Modernismo Brasileiro (1930 – 1945)

A biografia de Alfredo Volpi não é completa se não falarmos sobre a Segunda Geração da Arte Moderna Brasileira.

No ententanto não vamos nos estender no histórico do movimento, apenas destacamos algumas de suas principais características, que também integram os traços de Alfredo Volpi.

Uma sólida influência do Realismo e do Romantismo, com temáticas cotidianas e uma “linguagem coloquial”. Entre suas características marcantes está o nacionalismo, universalismo e regionalismo.

Diálogo constante das obras com a realidade social, cultural e econômica, com destaque para a cultura brasileira.

Alfredo Volpi é um dos principais artistas desta fase de efervescência cultural no Brasil.

Anos 50: abstracionismo geométrico

Na década de 50, as pinturas de Alfredo Volpi começam a se relacionar com o abstracionismo geométrico, no qual as formas e as cores devem ser organizadas de maneira que a composição resultante seja a apenas a expressão de uma composição geométrica.

A expressão mais marcante do pintor, nessa época, são as chamadas “bandeirinhas de Alfredo Volpi” e seus mastros de festas juninas.

Foi aplicando essa técnica, que ele recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na Segunda Bienal de São Paulo, em 1953 (falaremos mais adiante).

Com o uso da técnica de têmpera pôde abrir mão da impessoalidade que atribuía ao uso de tintas industriais e do trabalho automatizado, típico de artistas realistas e concretistas.

Com um tipo de prática voltada para o artesanal, as bandeirinhas de Alfredo Volpi e toda sua obra, passam a ser vistas como uma resistência à automação da época.

Sua trajetória, em meio às tintas ainda se prolongou até metade da década de 80.

As transformações em relação à técnica, temática e abordagem de suas telas, foram gradativas, de acordo com a intimidade criada entre o artista e a pintura.

Quem foi Alfredo Volpi: melhor pintor nacional na Bienal de Artes de 1953

Um artista não é apenas um somatório de seus prêmios, mas um texto que se propõe contar um pouco da vida e obra de Alfredo Volpi não pode ignorar as homenagens recebidas.

  • 1953 – Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (dividiu o prêmio com Di Cavalcanti);
  • 1956 – Participou da 1ª Exposição de Arte Concreta;
  • 1962 – Melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro
  • 1966 – Pela segunda vez melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro
  • 1976 – foi agraciado com a Ordem do Ipiranga, no grau de Grande Oficial, pelo Governo do Estado de São Paulo.

Não podemos dizer que se trata de um prêmio, mas em 14 de abril de 2013, 25 anos depois de seu falecimento, Volpi foi homenageado com um doodle na homepage do Google Brasil. Não podemos negar que seja uma grande homenagem nos dias atuais.

Em 1950, Alfredo Volpi voltou pela primeira e única vez à Itália, onde participou da 25ª Bienal de Veneza.

Principais obras de Alfredo Volpi

Como você poderá visualizar em alguns exemplos que separamos a seguir, as pinturas de Alfredo Volpi possuem características bastante diferentes, entre 1911 e a década de 80. Mesmo assim, Volpi apresenta grandes pinturas em cada um desses momentos, sendo reverenciado por sua obra completa e não apenas por uma fase.

Entre as pinturas de Alfredo Volpi, de maior destaque temos:

  • Mulata
  • Fachada e Rua
  • Festa de São João
  • Grande Fachada Festiva
  • Fachadas
  • Sereias
  • Bandeirinhas
  • Bandeirinhas Geométricas
  • Mastro de São Pedro
  • Madona
  • Marinha com sereia
  • Fachada dom Nossa Senhora Aparecida
  • Casario
  • Barco da morte
  • Mastros e bandeirinhas de fundo azul
  • Construção em rosa, vermelho e azul
  • Dom Bosco

A seguir a imagem de Mulata, pintura de 1927, no início da carreira do artista, mostra sua vertente realista, com vocação para retratar imagens do cotidiano nacional e regional.

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Fonte: MAM | Obra de Alfredo Volpi | Nome da Obra: Mulata

A seguir a obra Dom Bosco, de 1960, com traços e interações bem diferentes.

Esta obra é um mural que pode ser visto no Itamaraty, em Brasília.

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Fonte: Acervo O Globo | Obra de Alfredo Volpi | Nome da Obra: Dom Bosco

Na década de 1970 as bandeirinhas de Alfredo Volpi dominavam suas telas. Confirmando sua vocação para o abstracionismo geométrico.

A obra Ogiva está a venda e é um dos grandes sucessos da fase do abstrato do pintor. Utilizando a técnica de serigrafia.

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Informações: Obra de Alfredo Volpi | Nome da Obra: Ogiva

A pintura de Bandeirinhas, de Alfredo Volpi, também pode ser adquirida por apreciadores de arte e é uma imagem que retrata perfeitamente a marca registrada do artista.

Informações: Obra de Alfredo Volpi | Nome da Obra: Bandeirinhas

Alfredo Volpi foi, sem dúvida, um dos grandes de seu tempo. Com técnica única e identidade construída, as obras do artista despertam sensações variadas e proporcionam agradáveis noites de conversa sobre modernismo, realismo, romantismo, concretismo e, claro, sobre suas icônicas bandeirinhas.

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