Sobre nós

A LAART é uma galeria
de arte que possui um grande acervo de gravuras de tiragem limitada.

A LAART é uma galeria dedicada à arte da gravura, criada a partir de uma trajetória sólida no universo da arte brasileira. Faz parte do grupo de uma das editoras de arte mais tradicionais do Brasil, com mais de 40 anos de atuação na produção e difusão de arte impressa. Uma herança que garante à galeria profundidade de conhecimento, rigor curatorial e uma rede consolidada de artistas e parceiros.
O acervo é organizado com a colaboração de renomados curadores, garantindo qualidade e consistência nas escolhas. Diferentes técnicas e linguagens convivem em uma plataforma acessível, voltada tanto para colecionadores experientes quanto para quem está descobrindo o universo da gravura.
A galeria é sócia do Ateliê Matriz, espaço dedicado à produção de gravura em metal, com o objetivo de incentivar e expandir a produção artística brasileira. Essa relação direta com a produção gráfica permite acompanhar de perto cada etapa, da criação à impressão e ao acabamento, garantindo autenticidade, excelência técnica e cuidado em cada obra apresentada.
Mais do que comercializar obras, a LAART se posiciona como parte ativa de um projeto maior: fomentar a gravura como linguagem viva, apoiar artistas e ampliar o acesso do público a essa forma de arte.
Cada obra disponível na plataforma é original, assinada e numerada, com informações completas sobre técnica, tiragem, dimensões e procedência — para que o colecionador faça sua escolha com segurança e conhecimento.
Explore o acervo e encontre a sua.

O que é gravura?

A gravura é uma das mais antigas e fascinantes formas de expressão artística, na qual o artista cria uma matriz: em metal, madeira, pedra ou outros materiais que, ao receber tinta e ser pressionada sobre o papel, revela a imagem impressa. Mais do que uma técnica de reprodução, a gravura é uma linguagem própria: cada traço incidido na matriz carrega intenção, tensão e memória do gesto do artista.
Ao longo dos séculos, a gravura acompanhou a história da arte e da comunicação humana dos xilogravadores medievais aos expressionistas do século XX. Hoje, ela ocupa um lugar singular entre a tradição e a experimentação contemporânea, sendo praticada em ateliês ao redor do mundo por artistas que reconhecem seu potencial único de criar texturas, contrastes e multiplicidade.
Entre suas principais modalidades estão a xilogravura (matriz em madeira), a calcogravura (em metal, com técnicas como água-forte e ponta-seca), a litogravura (em pedra calcária ou alumínio) e a serigrafia (por estêncil e tela). Cada uma possui características visuais e processos distintos, mas todas compartilham a mesma essência: a relação íntima entre o artista, a matéria e o tempo.
Uma obra em gravura é ao mesmo tempo única e múltipla. Cada exemplar de uma edição chamado de tiragem é impresso manualmente e assinado pelo artista, tornando-se uma obra original. É nessa aparente contradição entre o singular e o serial que reside uma das maiores riquezas dessa linguagem.

Veja abaixo as técnicas de gravura mais utilizadas
do acervo

Gravura em Metal

Gravuras em metal são um tipo de gravura em matriz metálica, geralmente feita em cobre, zinco ou latão

Também conhecida como Calcogravura (calcos = cobre; gravura = graphein). Sua origem se encontra nas oficinas de ourivesaria medievais. Além do cobre, um metal macio, há outros utilizados, como o zinco, o ferro, cada um trazendo características próprias. As técnicas utilizadas se dividem em diretas (ponta-seca, buril e maneira negra) e indiretas (água-forte, água-tinta, lavis e verniz-mole – ácidos que provocam corrosão na chapa metálica).

A gravura em metal oferece diversas possibilidades e variações técnicas, estimulando a experimentação de recursos gráficos, como, por exemplo, a fotogravura (Fotoetching), na qual são impressas imagens fotográficas sobre as chapas metálicas através de processos químicos.

Litografia

A aproximação da litografia com os recursos de desenho e pintura atraiu muitos artistas, pintores e desenhistas para o território da gravura.

É a primeira das técnicas planográficas, que dispensam o corte, a criação de baixo e alto relevo.
A Litografia (do grego – litos = pedra), esta surgiu no século XVIII, quando Alois Senefelder procurou aprimorar as impressões de textos. As pedras calcárias são da região de Sollenhofe, na Bavaria. A pedra é granitada, e é feito um processo químico, baseado na repulsa da água e da gordura, o que possibilita o desenho na superfície da pedra, para o qual são utilizados os lápis tipográficos, a tusche litográfica, o crayon e outros materiais oleosos.

Através de um processo químico, este desenho é fixado na superfície da pedra litográfica. A aproximação da litografia com os recursos de desenho e pintura atraiu muitos artistas, pintores e desenhistas para o território da gravura. Além das ilustrações, confecções de cartazes, surgiram inúmeras oficinas para fins industriais ou artísticos. Entre nomes importantes que utilizaram a técnica, podemos citar Käthe Kollwitz, Daunier e Toulouse-Lautrec.

Serigrafia

A segunda técnica planográfica, a serigrafia (serium = seda), tem como antecedente o molde vazado, ou pochoir, técnica utilizada para criar estampas coloridas, por exemplo.

Basicamente, constitui-se de telas montadas com naylon ou poliéster. A imagem será gravada com auxílio de uma mesa de luz, e produtos químicos que reagem à gravação da luz. Uma vez realizada a gravação da imagem, passa-se à impressão, utilizando-se um puxador de tinta.

Nos anos 60/70, esta técnica ganhou bastante impulso na Pop Art, tanto americana, como no Brasil também. Podemos citar aqui artistas como Andy Warhol, Roy Lichenstein, Claudio Tozzi, Regina Silveira, Julio Plaza, entre outros.

Técnica Mista

Na gravura, técnica mista é o processo que combina duas ou mais técnicas de impressão em uma mesma obra.

Nestas obras, há artistas que mesclam as técnicas gráficas, e/ ou fazem sobreposições de impressões com colagens, fotografias, pinturas, e outros.

A técnica mista pode integrar, por exemplo, xilogravura, água-forte, ponta-seca, litografia e outros métodos tradicionais. Ao sobrepor essas técnicas, o artista amplia as possibilidades visuais e expressivas, explorando contrastes de linha, variação de profundidade, densidade de tinta e diferentes qualidades de marca.

É uma abordagem que evidencia a experimentação, a pesquisa material e a liberdade criativa do gravurista. Como exemplo de um artista que mescla a gravura (xilogravura) e pintura, podemos citar Anselm Kiefer.