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Judith Lauand: conheça a vida e as obras da dama do concretismo brasileiro 

Inquieta, experimental e além de seu tempo: esta é Judith Lauand, uma mulher que marcou a história da arte brasileira. Dona de uma trajetória riquíssima, Judith Lauand foi a única mulher do Grupo Ruptura, o que comprova o seu espírito vanguardista.

Considerada uma artista concretista, sua jornada não cabe em rótulos, já que a curiosa artista transitou em diferentes campos, como o figurativismo, a abstração, sem falar em sua fase pop art, na década de 1960. Sobre suas diferentes fases, a artista fez a seguinte afirmação no jornal “O Estado de S. Paulo”:

“Gosto de todas, com suas qualidades e percalços”.

Quer conhecer, em detalhes, a biografia, o estilo e as obras de Judith Lauand? Então, leia este artigo até o fim! 

Biografia de Judith Lauand

Judith Lauand nasceu em Portal, no estado de São Paulo, em 1922. O despertar pela arte começa logo cedo, quando a artista descobre a pintura e passa a estudá-la na escola de Belas Artes, em Araraquara.

No início, seu trabalho apresenta um forte caráter expressionista, assim caracterizado pela presença constante de naturezas-mortas e figuras. Mal sabia ela que sua arte tomaria outro rumo. Afinal, com naturalidade, uma de suas pinturas de natureza-morta transforma-se em um quadro abstrato com figuras geométricas.

Vale destacar que o aspecto abstrato de suas obras não acontece de uma hora para a outra. Afinal, antenada e estudiosa, Judith Lauand recorria a livros e a revistas para, assim, aprender e se atualizar.

Durante esse período, Judith Lauand se forma em Artes Plásticas e, em seguida, em 1952, muda-se para São Paulo. Na metrópole paulistana conhece Lívio Abramo, com quem estuda a arte da gravura. No ano seguinte, a abstração ganha mais espaço em seu trabalho.

Assim, durante a década de 1950 até o começo da década de 1960, suas peças contam com muitas composições geométricas, umas das características da arte concreta. Porém, apesar de produzir pinturas que continham uma racionalidade matemática, suas obras não deixavam de possuir delicadeza e sensibilidade, aspectos que tornaram o trabalho de Judith Lauand tão único.

Apaixonada pela arte e pelo aprendizado, Judith Lauand se envolve no circuito artístico participando de exposições. Assim, em 1954, acontece sua primeira mostra individual. Dois anos depois, a artista participa da “Primeira Exposição de Arte Concreta”, um evento emblemático que marca o começo da poesia do estilo no Brasil.

Em 1955, ingressa no Grupo Ruptura, sendo a única mulher, assim apresenta seu trabalho singular. Logo, com obras carregadas de sincretismo estético, chama atenção internacionalmente. Poucos anos depois, em 1958, como reconhecimento de seu talento e trabalho, recebe o “Prêmio Leirner de Arte Contemporânea”.

A partir da década de 1960, a artista inclui em seus trabalhos materiais pouco convencionais, como clipes, pregos, tachas e alfinetes. Em outras palavras, experimenta um novo tipo de arte, produzindo peças com características da pop art e trabalhos repletos de críticas subliminares ao regime militar.

No entanto, é inegável que a fase concretista de sua carreira tenha sido a mais emblemática. Tanto que a artista é considerada “a dama do concretismo brasileiro”.

Em 2015, a artista, já com mais de 90 anos, tem suas obras expostas na mostra “Judith Lauand: os anos 50 e a construção da geometria”. Pouco tempo depois, em 2017, os Estados Unidos a recebem na exposição “Judith Lauand: Abstrações do Concretismo Brasileiro”, que acontece em uma badalada galeria de Nova York.

Sabe quem também ficou famosa no circuito internacional? Lygia Pape! Conheça a trajetória dessa forte mulher, lendo: “Quem foi Lygia Pape e sua arte como experimento dos sentidos”.

Características das obras de Judith Lauand

As obras de Judith Lauand apresentam variações, já que a artista vivenciou fases artísticas diferentes. No entanto, algumas características podem ser notadas em boa parte de suas pinturas. São elas:

  • rigor matemático;
  • pulsações óticas;
  • presença de formas geométricas;
  • equilíbrio do grafismo;
  • valorização do desenho;
  • diferenciação entre a linha e o plano;
  • delicadeza de traços;
  • planos descentralizados;
  • leveza;
  • visão direta;
  • composições dinâmicas que transmitem movimento;
  • equilíbrio entre cores, linhas e formas.

 Leia também: “O movimento concretista, os artistas e as obras da arte concreta no Brasil”.

Obras de Judith Lauand

Conheça agora algumas das mais interessantes obras de Judith Lauand:

1.     Abraço (2012)

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Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles

Feita em serigrafia, essa gravura está no acervo da Laart. Clique aqui e saiba tudo sobre ela.

2.     Branca e Preta I (2012)

judith lauand obras

Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles

Saiba mais sobre essa peça aqui.

3.     Concretista I (2012)

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Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles

Esta hipnotizante gravura também está na galeria da Laart. Saiba mais sobre ela aqui.

4.     Concretista IV (2012)

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Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles

Conheça em detalhes essa obra aqui.

5.     Concretista X (2012)

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Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles

Clique aqui e saiba mais sobre essa gravura.

6.     Te A MOR (2012)

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Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles 

Saiba tudo sobre essa apaixonante gravura de Judith Lauand aqui.

Que maravilhosa a trajetória dessa artista! Não é à toa que Judith Lauand é chamada de dama do concretismo brasileiro, não é mesmo? Você gostou desse conteúdo? A Laart valoriza muito a sua opinião. Compartilha ela com a gente! 

A Laart também valoriza muito o trabalho de todos os artistas brasileiros e latino-americanos. Por isso que esta galeria de arte virtual foi criada! Contando com mais de 15.000 gravuras de diferentes estilos e artistas, as obras da Laart têm tiragem limitada, são assinadas e possuem certificado de autenticidade.

Nesse artigo você conheceu algumas obras importantes de Judith Lauand. Todas elas estão no acervo da Laart, mas há ainda muitas outras! Clique aqui e conheça outras gravuras dessa importante artista brasileira.

Crédito da foto de capa: Glamurama

 

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